Lima – segundo dia

Acordamos e deixamos a casa que estávamos ficando. Nossa intenção era passar o dia todo no centro de Lima e depois pegar o ônibus para Arequipa. 
Deixamos nossas mochilas no guarda-volume da rodoviária e fomos dar um rolê.

Depois de andar uns 10 minutos o Diego notou que a mochila que eu carregava (uma mochila pequena, não os “mochilões”) estava aberta. Tirei tudo o que estava dentro e notei que tinham levado a ÚNICA COISA que não tinha valor: o meu diário de viagem. Fiquei PUTO pq até então estava anotando tudo que o vinha acontecendo. Não foi só isso: tb estava anotando o e-mail de todo mundo que conhecemos durante toda a viagem! 

Começamos a procurar saber como faziamos pra chegar no Museu do Ouro. Depois de perguntar para umas 353 pesssoas, ficamos sabendo que não havia transporte coletivo até o Museu! Isso mesmo!!!!!!!! Estávamos no CENTRO DA CAPITAL DO PERU e não tinha UM TRANSPORTE COLETIVO até o Museu do Ouro! Ou seja, tínhamos que pegar um táxi. Daí ficamos sabendo que para entrar no Museu morria mais 30 soles. Foi quando fizemos as contas de quanto íamos gastar e achamos melhor desistir do museu.

Acabamos indo até o Estádio Nácional de Lima. Vimos o campo onde o Brasil derrotou a Argentina na final da Copa América do ano passado.

As 21h deixamos Lima com sentido à Arequipa. A vadia que nos vendeu a passagem nos disse que chegaríamos em Arequipa por volta das 13h. Só que nosso ônibus foi chegar as 18h !!!

Descemos na rodoviária e fomos procurar um lugar pra tomar banho, afinal acabávamos de encarar uma viagem de 21 horas. Achamos um hotelzinho que ficava anexo à estação rodoviária. Havia um quarto vago e a camareira liberou o banheiro por 3 soles cada. Tomei banho e fomos atrás das passagens até La Paz. 

Não conseguimos encontrar nenhum ônibus direto, mas ficamos sabendo de um que ia até Desaguadero, na divisa com a Bolívia. Lá pegaríamos uma lotação até a capital boliviana. Compramos as passagens, e compramos algumas coisas para comermos no caminho. 

EM BREVE – Carnval em Boiçucanga.

Hasta la vista, Machu Picchu

Deixamos Machu Picchu com o sentimento de dever cumprido. Chegamos em Ollantaytambo, pegamos um busão para Urubamba e de lá fomos para Pisaq.

Pisaq é uma cidadezinha minúscula, mas aos domingos uma feira enorme toma conta da cidade. Praticamente TODO o centro fica tomado por barrinquinhas de artesanato, jóias, comidas, roupas, etc. No final da tarde pegamos uma van para Cusco.

Chegamos em Cusco e fomos direto à rodoviária. Nosso próximo destino: Lima. Chegando lá na hora de comprar as passagens o Diego descobre que ele havia pegado uma nota de 50 soles FALSA ! Ele voltou até a casa de câmbio que havia trocado a nota mas não conseguiu pegar outra!

Lima

Depois de 21 horas de viagem, FINALMENTE chegamos à capital peruana. Descemos no centro da cidade, um lugar MUITO feio e sujo. Pegamos um táxi até o bairro de Miraflores onde tínhamos o endereço de um albergue.

Chegamos lá mas o albergue estava lotado. Por um incrível lance de sorte, conhecemos uma senhora que morava ao lado do albergue. Ela tinha um quarto para alugar e decidimos ver qual era. O quarto ficava terraço da casa dela sendo totalmente independente. Tinha um banheiro limpinho e até máquina de lavar!! Não hesitamos e ficamos lá mesmo.

De noitinha saímos para dar um rolê pelo bairro. Miraflores é muito diferente do centro de Lima. É um bairro a beira mar e tudo é muito novo e chique. 

No outro dia fomos ar uma volta no centro e ver uns museus. Visitamos o Museu Nacional de Lima, que fica num parque muito legal. Mas o melhor passeio custo/benefício foi ver a Igreja de S. Francisco. Pagamos 2,50 soles e tivemos uma visita com guia e tudo! E o mais impressionante: a igreja tem TUMBAS embaixo ela. E acreditem, estão abertas para visitantes!! Foi um dos lugares mais sombrios que eu já fui em toda minha vida!!!! As tumbas era bem escuras e o ar era gelado e cheirava muito estranho. Passamos por diversas ossadas humanas. Vimos sei lá quantos crânios, tíbias e perônios! Argh!!! E, segundo a guia, ainda existem partes para ser descobertas!

Voltamos para o centro, demos mais uma volta e voltamos pra casa. Era finalzinho de tarde mas tínhamos que ir ver o Pacífico. Chegamos a praia e a primeira surpresa: só tinha pedras! Mesmo assim entramos na água, que não estava fria. Saímos do mar e fomos dar mais uma volta.

De noite saímos pra jantar e empolgamos na cerveja. Bebemos algumas Pilsen e fomos dormir.