Liverpool – Parte II

25 de Agosto de 2008

Acordei bem cedo e já sai pra rua. Minhas prioridades eram visitar os estádios do Liverpool e Everton e depois o Museu dos Beatles.

Peguei um ônibus até o centro e lá me informei como chegar em Anfield Road, estádio do Liverpool. Ao chegar fiquei sabendo que não havia mais lugares para todos os tours daquele dia. Era feriado em Liverpool e tinha muitos pais levando seus filhos para conhecer o estádio. Ao menos consegui ver o museu do clube e sua loja oficial.

O estádio do Everton (Goodison Park) ficava muito perto de lá e resolvi ir caminhando. Chegando lá fui informado que não estava tendo os tours porque… ERA FERIADO! Enquanto um time estava lucrando com visitas monitoradas de hora em hora, o outro estava simplesmente fechado pra visitação! Mas a moça do guichê falou que se eu pedisse para o segurança talvez ele deixasse eu entrar pra tirar umas fotos. Dito e feito: falei que era brasileiro que adorava futebol e bla,bla,bla… no final deixaram eu entrar pra tirar umas fotos.

Saíndo do Goodison Park voltei ao centro e fui ao Museu dos Beatles. O museu conta praticamente toda a historia do grupo, desde a infância de cada integrante até o momento que se separaram. Paguei 8,50 libras (estudante) mas valeu cada centavo. Ao sair do museu você cai em uma loja com vários souveniers do quarteto. Tem de tudo: camisetas, canetas, canecas, bottons, bonés, chapéus, posters, bolsas, chaveiros e, é claro, os CDs.

Tinha combinado de encontrar com a Laura no final da tarde. Cheguei na hora e local marcado e ela apareceu para me mostrar o Mathew Street Festival. Como era feriado em Liverpool, havia vários palcos espalhados pelo centro da cidade pra comemorar… que mesmo? Não lembro… enfim…. nesses palcos, várias bandas faziam diversos tipos de som. Encontramos, obviamente, um palco com uma banda fazendo o couver Beatles. Vejam o vídeo:

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Liverpool – Parte I

24 de Agosto de 2008

Cheguei em Liverpool, no aeroporto John Lennon – que tem um “slogan” interessante: “Above us only sky”. Traduzindo para o português ficaria algo assim: “Sobre nós somente céu”. Num primeiro momento achei muito legal, mas depois pensei um pouco e vi que ele é completamente contraditório.

O slogan é uma passagem da música Imagine, do ex-Beatle enquanto estava em carreira solo. No meu ponto de vista, ao escrever “above us only sky”, John Lennon quis nos dizer que acima da gente não há nada além de céu. Ou seja: não há Deus, arcanjos ou São Pedro com a chave do portão do Paraíso! Agora, pensem vc’s: qual a primeira coisa que muita gente faz ao entrar em um avião? Sim! Muitas pessoas… REZAM! Até os menos religiosos ou até agnósticos pensam: “Por favor meu Deus não faça esse treco desabar…”. Irônico, não?

Saindo do aeroporto peguei o ônibus em direção à casa da Laura. Ela seria a quinta e útlima pessoa a me hospedar pelo esquema do Couch Surfing. Desci no ponto que ela havia explicado e logo de cara vi um monte de orientais tirando fotos ao lado de uma placa de rua. Não entendi nada e segui meu caminho.

Depois de caminhar perdido por uns 15 minutos, fui informado que tinha que descer a rua aonde os orientais estavam tirando as fotos. Foi quando eu vi que aquela rua era a “Penny Lane”. Isso mesmo: a mesma Penny Lane da música.

Desci a rua com nome da música e em uma de suas travessas ficava a casa da Laura. Ela me recepcinou superbem! Conversamos um pouco sobre futebol (ela é torcedora fanática do Liverpool) e depois saímos para caminhar ao redor da casa dela. Passamos por um parque muito bonito e uma vizinhança bem tranquila.

Ao chegar de volta em casa Laura preparou um jantar maravilhoso. O menu foi: risoto com frango. Tá, agora vc pensa: “O que tem de maravilhoso nisso?”. É que 90% das minhas refeições durante a viagem foram no Mc Donald’s ou outro fast-food. Isso pq a comida no Reino Unido é bem cara e geralmente essas lanchonetes têm um preço mais em conta. Então, amigo, qualquer tipo de comida que não me lembrasse um Big Mac ou um Big Whooper seria maravilhosa.

Ficamos batendo papo enquanto Laura preparava a bóia. Estava tudo indo bem até quando ela foi tirar o frango do forno. Não sei como ela se desequilibrou, escorregou e caiu de bunda no chão. E lá se foram os pedaços de frango voando pela cozinha. Peguei-os do chão e disse pra ela: Dá nada não, Laura! Vamos comer mesmo assim! Ela deu uma gargalhada fomos jantar.