Segundos de sabedoria – Show

No 1º ano da faculdade um colega da sala disse que iria a um show do Oasis. Eu disse pra ele:

“Eu hein, esses caras são uns malas!”

Ele respondeu:

“Mas eu tô indo lá pra escutar o som, não trocar ideia com eles.”

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O show (continuação)

Posso dizer que eu vi o Iron pela quinta vez no quinto dos infernos. É que o show dessa vez foi no Palestra Itália, estádio daquele timeco que usa camisa cor de grifa texto, tem como mascote um animal imundo e atende pelo nome de uma árvore.

Fomos em 4 pessoas: eu, Marcos, Lu e o Bol. O Bol veio de Assis só pra ver o show e com certeza não se arrependeu!

Dessa vez fiquei na “pista especial”. Olha só que beleza. Pelo nome, até pensei que iam servir canapés de salmão e Moet Chandon. Pffff… Malemá rolava uma cerveja a 5 conto cada!

O “tchan” da “pista especial” é que vc tinha um acesso ao lado do palco e já ficava ali pertinho da turma do gargarejo. Alguns metros mais pra trás existia uma grade que nos separava dos menos favorecidos monetariamente. É claro que essa grade era constantemente viagiada por seguranças-brucutus. Afinal, gastei meu rico dinheirinho pra ter tranqüilidade e sossego perto do palco.

Pergunta: Quem diabos quer tranqüilidade e sossego num show do Iron Maiden?

Resposta: Sei lá! Só escrevi isso pq achei legal, uai. E o blog é meu e eu escrevo o que me der na telha!

Quem abriu o show do Iron foi a Lauren Harris. Ela, além de ser gostosa, é filha do Steve Harris. (pra quem não sabe, o Steve Harris é baixista e líder do Iron). É claro que a Lauren só conseguiu subir no palco pq o papai dela iria tocar depois, já que som dela é uma tremenda de uma porcaria. Mas, convenhamos: ela já gata e filha do Steve Harris? Pra quê mais?? 

 
Lauren Harris 

Vamos ao que interessa: o show do Iron. Bom, posso afirmar com toda certeza do universo e cercanias que foi o melhor set list que eu já presenciei. Pra mim só não foi perfeito por um motivo: tempo. É que, na minha opinião, um show perfeito do Iron teria que durar algo em torno de 5 ou 6 horas.

O set list foi o mesmo que eu havia postado aqui, uns meses atrás. Os caras tocaram aRime of the Ancient Mariner!!! Pô! Quando eu iria ter a chance de escutar uma música de 13 minutos ao vivo? Sem contar que tocaram vários clássicos que dificilmente irei escutar em outra turnê, como: Wasted Years, Powerslave, Heaven can wait, Moonchild e a Clairvoyant.

A presença de palco dos caras continua a mesma. O Bruce (vocal) pula e se mexe mais que um sagui com oxiúrus. Dave Murray (guitarra), Janick Gers (guitarra), Adrian Smith (guitarra) e Steve Harris tb fazem sua parte. Ah, sim! O Nicko McBrain (baterista) tb dá sua colaboração!

Enfim, foi uma apresentação digna do Iron, que costuma tocar sempre com muita vontade e nunca deixa de retribuir a energia passada pelos fãs.

Depois do show fomos jantar num pizzaria ali perto e , é claro, comentar sobre o espetáculo. Mesmo depois de horas conversando sobre tudo aquilo, fiquei um bom tempo pensando sobre tudo o que eu passei com o Iron Maiden. Pensei muito sobre os shows que eu fui, os CD’s que eu comprei e ganhei, as fitas K-7 gravadas pra poder escutar no toca-fita do Uno da minha mãe, os clipes (todos horríveis, por sinal) que assisti, as camisetas com o Eddie, o tempo gasto desenhando IRON MAIDEN (com a fonte característica da banda) nas capas da minhas apostilas de colegial…

E mesmo depois de tudo isso eu às vezes me pego perguntando: Qdo será que eles voltam, hein?

Sempre Quarta-feira

Meu último post foi sobre a “Primeira Quarta” do dia 06/10. 
Depois daquele dia eu me acabei nas quartas seguintes. Querem ver? 

Quarta-feira – dia 13/10 

Meu amigo Eduardo arrumou uma quadra pra jogarmos uma bolinha. Fazia alguns meses que eu não PISAVA numa quadra pra jogar futebol e sabia que estava (estou) muito fora de forma. Mas fomos assim mesmo.

Estavam lá eu, o Eduardo, Diego, Danilo Maimone, CalanGo e mais 3 outros amigos do Du. Jogamos aprox. das 21h as 22h30. Sem parar.

Depois do jogo, aquela gostosa sensação de ter jogado no gol e suado como há tempos não fazia. Ainda deu tempo para acharmos um bar pra tomar umas e assistir o 2º tempo do horripilante jogo do Brasil contra a Colômbia. Ficamos no boteco até 2h30.

No dia seguinte minhas pernas doíam muito. Pior foi na sexta que a dor mal me deixava andar. Sem brincadeira! 

Quarta-feira – dia 20/10 

Combinei com a Andréa (colega de trabalho) de ir ver o show do Offspring. Segunda compramos os ingressos (uma facada: R$70, de ESTUDANTE!) e quarta rumamos para o Credicar Hall. Depois de nos perdermos um pouco no caminho, conseguimos alcançar o estacionamento do local.

O show foi MUITO bom. Apesar da presença de palco dos caras da banda não ser mais o de 5 anos atrás, deu pra empolgar bastante na maioria das músicas. Achei que eles tocaram muita música do álbum “Americana” : “The kids aren´t alright”, “Why don´t you get a job?”, “Have you ever”, “Staring at teh sun” e outras que eu não lembro.

Do “Smash” (melhor álbum deles na minha opinião) só tocaram “Bad Habit”, “Come out and play”, “Self Esteem” e “Gotta get away”. A sorte foi que eles pouparam muitas músicas do mais recente CD, o “Splinter”. Ainda não tive oportunidade de escutá-lo e provavelmente iria boiar na maioria das músicas.

Fiquei impresionado o TANTO que a Andréa pulou! Não paramos UM SEGUNDO sequer! Não preciso nem falar que no outro dia minhas panturrilhas estavam me matando, né? Até ontem (sex-22/10) elas ainda estavam doloridas. 

Nada de mais ter me acabado em três quartas seguidas. O problema é o dia seguinte. Às quintas-feiras eu saio do Consualdo e vou direto dar aula na Oswaldo Cruz. Fico de pé das 19h15 as 22h45. Ah! Sem contar que eu vou à pé de um lugar para o outro, numa caminhada de aprox. 40 minutos.